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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Zequinha, o campeão mundial



                     Copa-62 - Zequinha é o último da fileira de baixo e está ao lado de Garrincha e Pelé.



O primeiro jogador revelado nas divisões de base do Santa Cruz a se tornar campeão mundial, pela Seleção Brasileira, na Copa-62, no Chile. Dessa forma, Zequinha integra um seleto grupo de lendas (vivas) do Terror do Nordeste. Além dele, apenas os tricolores Ricardo Rocha, em 94, e Rivaldo, em 2002, defenderam uma Seleção campeã do mundo. Zequinha não chegou a entrar em campo, Zito era o titular, mas é um dos orgulhos da torcida Tricolor, não apenas por participar do grupo bicampeão mundial. O volante, que revolucionou a posição, pois, além de marcar, era técnico, hábil e chegava a frente com freqüência, também fez parte do primeiro Supercampeonato, em 57, uma das conquistas mais importantes do Mais Querido.


José Ferreira Franco, o Zequinha, crescia no bairro de Santo Amaro, onde batia suas "peladas" e defendia o combinado da vila. Na adolescência, jogava entre boleiros veteranos, entre eles Valdomiro Silva, então treinador das divisões de base do Santa. Daí, em 54, Valdô, como era chamado pelos tricolores, ao ver o garoto se destacando, levou-o para o Arruda. Mais tarde, Oto Vieira, técnico do time principal Tricolor, pediu a Valdô que indicasse um jogador da equipe de aspirantes para treinar entre os profissionais. O escolhido foi Zequinha, que entrou no segundo tempo, no time reserva, e arrebentou, chamando a atenção da torcida. Os suplentes perdiam por 2x1, mas o jovem promissor empatou, num lance que viria a ser sua principal marca, o chute de fora da área. "Quando me chamaram para treinar fiquei meio receoso, mas depois entrei e fiz o gol em Miro. Acabei me soltando. No final, só ouvia os comentários dos torcedores, que foram para ver Barbosa e acabaram tendo uma grata surpresa com a minha atuação", disse Zequinha, certa vez, ao Jornal do Commercio. Antes mesmo de assinar o primeiro contrato, o volante, considerado a frente de seu tempo, já havia defendido a Seleção Pernambucana de aspirantes algumas vezes. A condição de ídolo não demoraria a chegar.


Se existe um título que lavou a alma e explodiu de alegria os tricolores, esse foi o Super de 57. A torcida, na espera por um título há quase dez anos, virou manchete nos jornais da época pela bravura e fidelidade ao time. A cerveja, de tanta festa, acabou. A equipe, que explodiu a "poeira" de felicidade, era altamente técnica e possuía na linha média o seu ponto forte. Aldemar, Zequinha e Edinho vinham atuando juntos desde o campeonato de 56, sob a tutela do técnico Palmeira. No ano seguinte, Alfredo Gonzalez, de destacada importância na conquista, assumiu o comando, trazendo, na esteira de sua chegada, craques como Lanzoninho, do São Paulo, Rudimar, que viria a se tornar o artilhero do estadual -24 gols -, Marinho, antigo ídolo, Aníbal, goleiro negociado junto ao Palmeiras após o campeonato, entre outros. Não só o Santa, mas também os outros grandes investiram pesado, levando o cronista Fausto Neto, do Diario de Pernambuco, a dizer que "a corrida louca e desenfreada dos clubes desnorteou financeira e tecnicamente o futebol local.". A novidade era a fórmula de disputa: no lugar de dois turnos, três turnos estariam em jogo agora. O Santa levou o primeiro, o Náutico, o segundo, e o Sport, o terceiro.


Um detalhe interessante é que, mesmo antes da decisão do Supercampeonato, Zequinha já havia sido sondado pela CBD - antiga CBF. Comentava-se sobre uma possível convocação do volante para os treinos da seleção nacional, visando a Copa-58, na Suécia. Embora se sentisse honrado, Zequinha envaidecia o torcedor coral, ao anunciar, no Diario de Pernambuco: "francamente, só quero pensar nisso depois de terminar o atual campeonato pernambucano. Primeiro, preciso me preocupar com o título. Por ele, darei o máximo de minhas forças. Serei mesmo capaz de me sacrificar em campo. Só quando estiver ostentando a faixa de campeão é que voltarei minhas atividades para outro setor."


Além dos fortes adversários, o Santa Cruz teve de driblar um surto de gripe "asiática". Zequinha, mais outros atletas, foram atingidos pela doença, o que ocasionou na queda de rendimento do time. É nesse momento que a equipe médica, dirigida por Braulio Pimentel, "entra em campo". Dispondo de uma aparelhagem moderna, Braulio inicia um processo de recuperação arrojado, deixando os jogadores afiados para a reta final do estadual.

                               Inesquecível linha-média do Santa Cruz: Zequinha, Aldemar e Edinho.

Então, o aguardado triangular começa. O Tricolor não participou do primeiro jogo, mas, pode-se dizer, que "conquistou" um bom resultado, afinal, Náutico e Sport ficaram no 1x1. Cinco dias mais tarde, o Santa estrearia no supercampeonato com convincentes 3x1 nos alvirrubros, sendo três gols de Lanzoninho, eleito pela crônica o craque do ano, que, ainda nesse jogo, teve de ir para o gol, após a expulsão de Aníbal. Foi-se, portanto, num domingo, 16 de março de 58, a final de um dos campeonatos de melhor nível técnico até então. As torcidas de Sport e Santa quebraram todos os recordes de bilheteria - por sinal, a do Mais Querido foi a campeã, proporcionando arrecadação superior a cinco milhões de cruzeiros ao longo do certame. A linha média - Aldemar, Zequinha e Edinho - teve fundamental importância na partida. Zequinha foi o responsável por anular Carlos Alberto, homem de ligação do Sport, sem deixar de alimentar o ataque. A "vitória" na disputa pelo meio-campo resultou num Santa Cruz avassalador, impondo 2x0 na primeira etapa - gols de Rudimar e Aldemar. Logo no início do segundo tempo, Zequinha sofre falta, que ele mesmo cobra na medida para Mituca estabelecer 3x0. Depois disso, quando se esperava o início do carnaval tricolor, o Sport marcou duas vezes, mantedo a massa coral apreensiva. Com o apito final, e a vitória do Santinha, por 3x2, o Diario de Pernambuco publicou que era "impossível descrever a vibração que se apossou dos torcedores do tricolor do Arruda, após a vitória memorável na peleja final do supercampeonato".


Na campanha, Zequinha não fez gol nas suas 19 partidas, do total de 21 do Santa no campeonato, o que não impediu o assédio de clubes do sudeste. O Fluminense tentou, mas não chegou a um acordo financeiro. Veio o Palmeiras, através do técnico Oswaldo Brandão. "Você já está pronto para viajar", teria perguntado Brandão a Zequinha, depois de um treino no Arruda. Iniciava-se a formação da primeira "Academia", do Palmeiras, que incluía nomes como o de Djalma Santos, Julinho Botelho, Chinezinho e, mais tarde, Ademir da Guia. Zequinha permaneceu durante dez anos no Palmeiras, tornado-se o 15° jogador em número de atuações pelo clube. Lá, ele e o alvi-verde palestrino fizeram frente ao Santos de Pelé, e o volante, cria de Valdomiro Silva e do Santa Cruz, foi premiado com a convocação para a Copa-62, no Chile. Além de ídolo do torcedor Cobra Coral, Zequinha, o garoto das "peladas" de Santo Amaro, tornou-se orgulho do futebol pernambucano.


"As qualidades técnicas do Zequinha, que é o titular, são superiores às minhas."

Ademir da Guia, o Divino, símbolo da "Academia" Palmeirense, quando iniciava a carreira e "esquentava" o banco.

FONTE:http://idolosdosanta.blogspot.com/2008/01/o-campeo-mundial-parte-2.html

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Geílson tem volta ao Santa Cruz adiada para quinta-feira


Apesar de ter seu retorno aos trabalhos no Santa Cruz previsto para esta segunda-feira, o atacante Geílson ficou novamente de fora dos treinamentos da equipe. De acordo com o departamento médico coral, o atleta não sente mais dores no local da lesão na panturrilha que o afastou dos gramados por duas semanas. Mas como o jogador não seria utilizado na próxima rodada do Campeonato Pernambucano, optou-se por estender por mais três dias o repouso.
- Estava previsto para liberá-lo hoje (segunda), mas como ele não iria ser aproveitado para o jogo, resolvemos deixá-lo na fisioterapia. Na quinta-feira, ele será liberado para o período de transição - contou o médico Wilton Bezerra.
Segundo o departamento médico, o atacante realizou um exame de imagem na última sexta-feira. Mesmo tendo constatado a recuperação, os médicos decidiram estender o prazo para seguir um protocolo específico que a lesão na região da panturrilha pede.
- Existe um protocolo de 14 a 21 dias porque as lesões na panturrilha são mais complicadas. Não ia adiantar também anteciparmos. Ele ainda não está em condições de jogo, mas se recuperou normalmente e esses dias servirão para continuar na fisioterapia - afirmou Bezerra

Dênis Marques faz seu primeiro treino com bola no Santa Cruz


A espera foi longa, mas finalmente o atacante Dênis Marques pôde participar de uma movimentação com bola no Santa Cruz. Depois de mais de 15 dias trabalhando restritamente a parte física, o avançado realizou seu primeiro treinamento técnico com os demais companheiros. Sob o comando de Zé Teodoro, Dênis integrou um dos grupos que disputou o rachão utilizando somente a metade do campo.
Dênis atuou ao lado de Carlinhos Bala na movimentação. O atacante chegou a fazer gols, deu assistência para Carlinhos marcar e arrancou elogios do treinador Zé Teodoro. Apesar de começar a trabalhar a parte técnica, o atleta ainda vai demorar para estrear com a camisa coral. De acordo com previsão estabelecida pelo departamento de fisiologia do Santa Cruz, ele ainda tem 10 dias dos 30 estabelecidos para estar apto a disputar uma partida.

PARTIDA CONTRA O YPIRANGA FOI ANTECIPADA PARA ÀS 19H30


A assessoria de imprensa do Santa Cruz informou nesta segunda que o confronto diante do Ypiranga, que será realizado na próxima quarta-feira no Arruda, teve seu horário modificado mais uma vez.
Já que não haverá televisionamento do confronto, a partida foi antecipada para às 19h30.

Atenciosamente,
EQUIPE BLOG TRICOLOR DO ARRUDA

Zé Teodoro ainda espera melhoras no Santa Cruz


O técnico do Santa Cruz, Zé Teodoro, ficou conhecido no futebol pernambucano pelas célebres frases de "ainda não ganhamos nada" e "temos muito o que melhorar" quando falava em relação ao desempenho da equipe frente a vitórias ou derrotas. Não está sendo diferente na temporada 2012. Após enaltecer a partida contra o Serra Talhada, neste domingo, como a melhor do Mais Querido no Campeonato Pernambucano até aqui, o treinador voltou a dizer que o time ainda não está em perfeitas condições.
- Acho que ainda não estamos no ponto. Vamos encaixar as peças e os jogadores estão sendo preparados para isso. Digo isso porque não estamos entrando para participar do campeonato, queremos estar entre os quatro melhores e brigar pelo título - afirmou o comandante.
Zé analisou o começo do campeonato da equipe fazendo um paralelo com as demais. Para o treinador, todos estão condicionados a oscilarem no certame e os jogadores recém-contratados ainda serão encaixados na equipe.
- Às vezes você começa bem o campeonato, dá uma tirada, mas não consegue se manter. Da mesma forma, pode-se começar mal e depois chegar - disse, enfatizando que o segundo turno será determinante para as pretensões do Tricolor.
- O segundo turno vai ser para chegarmos como gente grande. Mas, por enquanto, vamos ter altos e baixos até os jogadores se encaixarem. Temos jogadores para entrar ainda. Cada jogo que passa vamos montar um time competitivo para estar entre os quatro - encerrou.
 

Santa Cruz volta a treinar às 17h desta segunda-feira


Passado o momento de felicidade pela incrível vitória de virada sobre o Serra talhada, por 4 a 2, no Sertão pernambucano, o elenco coral irá voltar a trabalhar às 17 desta segunda-feira, no Arruda. Os trabalhos visam o duelo contra o Ypiranga, na noite desta próxima quarta-feira, no Arruda.

Para a partida, o técnico Zé Teodoro já poderá contar com os volantes Sandro Manoel e Éder Túlio. Ambos tiveram seus nomes publicados no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF e estão aptos a estrearem. Só depende do treinador.

Quem não poderá ficar à beira do gramado será o próprio Zé Teodoro. Expulso por reclamação neste domingo, o treinador terá que cumprir um jogo de suspensão e terá que assistir o jogo fora de campo.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Melhores momentos da vitória tricolor


Campeonato: Campeonato Pernambucano / 1º Turno / 1ª Fase
Data: 22/01/2012
Hora: 16:00
Local: Serra Talhada/PE
Estádio: Nildo Pereira
Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE)
Auxiliares: Erich Bandeira (PE) e Wilton Lins (PE)
Público: 5.036
Renda: R$ 34.285

SERRA TALHADA
Escalação: Bruno; Rogério (Joãozinho), Alex Costa, Ranieri e Janeílton; Marcondes (Canhoto), Jaíldo, Élton e Enercino (Ryncon); Erick e Caio
Técnico: Reginaldo Souza
Gols: Ranieri e Enercino
Cartões Amarelos: Ryncon e Alex Costa
Cartões Vermelhos: Élton

SANTA CRUZ
Escalação: Tiago Cardoso, Eduardo Arroz (Jefferson Maranhão), Evérton Sena, André Oliveira e Renatinho; Anderson Pedra (Chicão), Memo, Weslley e Natan (Léo); Branquinho e Flávio Recife
Técnico: Zé Teodoro
Gols: Flávio Recife, Eduardo Arroz, Weslley e Léo
Cartões Amarelos: Éverton Sena, André Oliveira e Flávio Recife
Cartões Vermelhos:




LÉO VAI RECONQUISTANDO SEU ESPAÇO NO SANTA CRUZ


O volante Léo está voltando aos poucos ao time do Santa Cruz. E já vem com personalidade. Na partida deste domingo (22), contra o Serra Talhada/PE, o jogador entrou em campo no finalzinho do segundo tempo, mas foi o bastante para ele marcar o gol que fechou a goleada tricolor. Um chutaço que o goleiro Bruno não viu nem a cor da bola.
“Fiz uma boa pré-temporada e estou à disposição em todo o momento que o professor pedir. Entrei em apenas cinco minutos, mas consegui ajudar a equipe fazendo gol. O mais importante é a vitória. Isso só me dá mais confiança para trabalhar e ajudar o Santa Cruz quando for preciso”, disse.
Aliás, não foi só Léo que mostrou personalidade, mas todo o time do Santa Cruz, que tomou dois gols em dez minutos, mas não se afobou e, aos poucos, tomou conta do jogo. Desde os 20 minutos do primeiro tempo, só deu Santa na partida. Ele ressaltou, entretanto, que o Tricolor não pode mais cometer o erro que cometeu no início da partida.
“Entramos um pouco desligados e tomamos mais um gol de bola parada. Temos que trabalhar para que estas falhas não aconteçam mais, pois hoje, no futebol, a maioria dos gols é de bolas paradas. Temos que focar e trabalhar bem nisso. A reação da equipe foi impressionante. Está todo mundo de parabéns. Todos têm capacidade de ajudar”, afirmou o volante tricolor.
O atleta não estava em campo ainda quando ‘deu um branco’ na equipe do Santa Cruz. Foram nos primeiros dez minutos da partida, em que o Tricolor perdia por 2x0. Ele estava acompanhando pelo banco de reservas, mas pôde observar a falha e explicou o motivo, garantindo que o grupo vai trabalhar pesado para que isso nãos e repita.
“Eu não estava em campo, mas deu para perceber o apagão. Isso não pode acontecer, porque se fosse contra o Sport e o Náutico, seria mais difícil de conseguir a virada. Nós temos que entrar mais ligados, com mais atenção. O grupo está ciente disso. Nós estamos vindo de uma pré-temporada. É apenas o terceiro jogo e a gente vai melhorar”, finalizou Léo.
Fonte: Agência CoralNET de Notícias

Zé Teodoro: "Foi a melhor partida que o Santa Cruz fez neste ano"


O técnico Zé Teodoro comemorou bastante a vitória de virada do Santa Cruz diante do Serra Talhada. Mas não foi só a vitória que agradou ao treinador. Segundo ele, a "imposição" do Tricolor e a "Superação" foram ingredientes fundamentais para que o time fizesse aquela que foi, de acordo com o seu comandante, a melhor partida do ano.

"Entramos no jogo dispersos, desatentos. Mas depois do apagão nos dez minutos iniciais, o grupo assimilou a sua responsabilidade e teve poder de reação para virar um placar adverso. Criamos várias situações de jogo, tivemos o controle da partida e foi importante por que também temos que aprender a tirar lições com as vitórias", disse Zé Teodoro.

Apesar da vitória, como é do costume de Zé Teodoro, ele fez questão de frisar que o seu time ainda tem muito a evoluir. Citou que ainda há muitos atletas a estrearem e projetou o auge do seu time no Estadual. "Ainda não estamos no ponto, ainda vamos melhorar muito mais na frente. Pedimos tranquilidade ao nosso torcedor e dizer que estamos entrando agora no campeonato. Estamos ganhando em ritmo e nosso time vai estar no ponto no segundo turno. Lá, vamos chegar como time grande", pontuou.

Expulsão - Apesar de ter chegado a dizer, ainda em campo, que era perseguido pela arbitragem de Nielson Nogueira, Zé Teodoro recuou ao fim da partida. Admitiu a reclamação, mas ponderou o modo de trabalho do árbitro. "É a minha maneira de trabalho. Eu vibro junto com o time. Não sou de ficar parado, jogo com meu grupo mesmo. Reclamei com o árbitro, mas não foi nada demais", justificou.

TRICOLOR VENCE O SERRA TALHADA NO SERTÃO


O Santa Cruz venceu de virada o Serra Talhada na tarde deste domingo, fora de casa, pelo placar de 4 x 2. Os gols foram marcados por Flávio Recife, Eduardo Arroz, Weslley e Léo.

Com o resultado o Tricolor chegou aos seis pontos em três rodadas e na próxima rodada o Mais Querido volta a jogar no Arruda, dessa vez diante do Ypiranga, na quarta, às 21h15.

O JOGO - O Santa começou a partida desatento e foi castigado pelo Serra Talhada nos primeiros 10 minutos. Tanto que em uma falha da defesa tricolor depois de uma cobrança de escanteio, aos 5 minutos, o zagueiro Raniere ficou livre para abrir o marcador. 1 x 0

Minutos depois novo vacilo da defesa coral. O atacante Eric avançou com liberdade, entrou na área e foi derrubado pelo zagueiro André Oliveira. Edercino cobrou com qualidade e aumentou a vantagem do time da casa. 2 x 0

Depois disso o Mais Querido acordou para o jogo e partiu para cima com tudo em busca do empate. Aos 12 minutos Renatinho avançou sozinho pela esquerda e tocou no meio para Flávio Recife, que chutou com perigo. Dois minutos depois foi a vez de Weslley tabelar com Branquinho e ficar livre para marcar, mas o meia tricolor errou o chute.

Não demorou muito e aos 20 minutos o Santa diminuiu o marcador. Renatinho tabelou com Flávio Recife, que tocou para Branquinho. O atacante fez o papel de pivÔ e deu voltando para Flávio bater com força no canto do goleiro Bruno. 2 x 1

O Tricolor continuou em cima em busca do empate e aos 26 minutos Anderson Pedra, um dos destaques do jogo, acertou um lindo chuto no ângulo, mas o arqueiro do Serra Talhada fez grande defesa.

No fim do primeiro tempo, depois de um bate-rebate na área do time sertanejo o Mais Querido finalmente conseguiu empatar. Weslley tocou para Eduardo Arroz que soltou uma bomba no canto esquerdo de Bruno. 2 x 2

Na volta para o segundo tempo o Santa seguiu mantendo o mesmo ritmo de pressão e foi criando diversas oportunidades, mas errando em demasia nas finalizações. 

Aos 5 minutos Renatinho recebeu uma bola livre dentro da área e bateu bonito de esquerda, mas a zaga do Serra Talhada desviou para a linha de fundo. Logo depois o meia Elton fez falta em Eduardo Arroz e tomou o segundo cartão amarelo, sendo expulso de campo.

Dez minutos depois foi a vez de Branquinho perder grande oportunidade, tentando um chute colocado no gol de Bruno, mas a bola acabou indo para fora.

Para deixar o time coral mais ofensivo, o treinador Zé Teodoro escalou o atacante Jefferson Maranhão na vaga do lateral Arroz. Ele logo mostrou serviço e aos 27 minutos soltou um bomba de fora da área, mas o goleiro Bruno mandou para escanteio.

O sofrimento da torcida coral durou pouco. Aos 30 minutos Natan cobrou escanteio, a zaga do Serra Talhada deu rebote e Weslley mandou um foguete de fora área para virar o marcador. 2 x 3

Minutos depois Renatinho teve nova chance de marcar e bateu com força, mas Bruno, inspirado, fez outra boa defesa. Aos 40 foi a vez de Branquinho fazer grande jogada e soltar a perna, mas o arqueiro sertanejo mandou para fora.

No fim do jogo o treinador Zé Teodor ainda colocou os volante Léo e Chicão nas vagas de Anderson Pedra e Natan, para reforçar a marcação no meio de campo e garantir o resultado.

E foi justamente Léo que aumentou a vantagem tricolor. O volante recebeu passe de Branquinho dentro da área e bateu com segurança de esquerda, estufando as redes do Serra e dando números finais ao confronto.
Fonte: Agência CoralNET de Notícias

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Aldemar, o príncipe

ALDEMAR

Aldemar dos Santos


07/11/31, Rio de Janeiro (RJ)



Posição: 

Centro-médio (zagueiro)


Clubes: 

Vasco (1951-54)
Santa Cruz (1954-58)
Palmeiras (1959-64)
América-MG (1964-?)  
Guarani (1966).

Títulos: 
Torneio Pernambuco-Bahia - 1956
Supercampeão Pernambucano - 1957, 
Supercampeão Paulista - 1959, 
Taça Brasil - 1960
Campeão Paulista - 1963
Campeão da Taça do Atlântico e da Copa Rocca - 1960 (esses pela Seleção Brasileira).


Marcas: 

Foi considerado, não apenas pela imprensa, mas pelo próprio rei do futebol, como um dos melhores marcadores de Pelé. Na decisão do supercampeonato paulista de 59, Palmeiras e Santos fizeram a final e Aldemar tinha a ingrata missão de marcar o camisa 10 santista. Os elogios de Pelé a Aldemar após o título palmeirense e à atuação destacada do zagueiro foram inevitáveis.

#Aldemar atuou quatro vezes pela Seleção Brasileira, tendo três vitórias e uma derrota. Sua estréia no Brasil aconteceu em 29 de maio de 1960, na vitória por 4x1 diante da Argentina, pela Copa Rocca. E a última partida vestindo a "amarelinha" foi no dia 29 de junho do ano seguinte, num amistoso, no Maracanã, Brasil 3x2 Paraguai. Pela Seleção Pernambucana disputou o campeonato brasileiro de 1956 (quase todo jogado em 57), quando Pernambuco terminou na quarta colocação. Dos onze jogos do time pernambucano Aldemar esteve presente em seis.

Características: 

Era conhecido por seu futebol elegante, as passadas longas e a inteligência. Além de um ótimo e hábil marcador, tinha bom porte físico e um grande espírito de liderança. Jogador de categoria refinada.


Estréia pelo Santa: 11/06/1954 -Santa Cruz 2 x 1 Botafogo-PB. 

Data: 11/06/1954
Competição: Amistoso Interestadual. Renda: Cr$ 52.235,00.
Local: Ilha do Retiro; Juiz: Anísio Morgado.
Gols: Tonho (41/1) // Tonho (20/2), Chaves (/2).
Santa Cruz: Neves; Santana e Lucas; Aldemar, Calico e Ananias (Edinho); Jorge de Castro, Tonho, Jaime (Expedito), Mituca (Geraldo) e Tampinha (Milton Lopes). Técnico: Oto Vieira.
Botafogo-PB: Zearmando; Nelson e Kleber; Vavá, Berto e Tita; Nelsinho, Chaves, Pedro Negrinho (Delgado), Dega (Milton) e Elcio.


Curiosidades: #Em 1966, foi contratado pelo Santa para ser técnico. No Recife, nem chegou a se apresentar ao clube porque já sofria de "Amnésia". Desapareceu, até que um ex-jogador amigo o encontrou na rua e o levou para casa. Logo em seguida, ligou para seus irmãos, no Rio de Janeiro, e eles foram buscá-lo em Pernambuco.

# Aldemar não era elegante apenas no campo. Ele chegou a figurar numa lista dos "10+" elaborada pela crônica social do Recife.


Hoje: Faleceu atropelado no Recife em 21/01/77. Depois que foi cortado da Seleção, em 1962, se entregou à bebida e nunca mais foi o mesmo. Em depressão, sofrendo de amnésia e, agora, refém da bebida, sua carreira entrou em decadência e a morte viria anos mais tarde.



1957 (Super) - Sidney, Diogo, Aníbal, Aldemar, Edinho e Zequinha; Lanzoninho, Rudimar, Mituca, Faustino e Jorginho.

"A torcida tricolor ficou enlouquecida. Saiu da Ilha para o Arruda em passeata. Por onde passava, ia arrastando mais gente. O torcedor perdido se agarrava à multidão, aderindo a ela como marisco em rochedo. Não teve um bar neste Recife que não ficasse coalhado de gente. E o estoque de cerveja acabou em todos os bares!" Foi dessa forma que o falecido jornalista Givanildo Alves descreveu a reação da torcida do Santa Cruz à conquista do supercampeonato de 1957. Há dez anos sem títulos, o Santa saiu da fila justamente no primeiro supercampeonato realizado e com um time, que na opinião de muitos, foi o melhor da história do clube. Naquele ano, além do título de supercampeão - o oitavo pernambucano do Mais Querido até então -, o Santa Cruz conquistou o troféu dos juvenis e juniores com times que ficaram conhecido como Juventude Transviada, em alusão a um filme de muito sucesso na época. Dois detalhes nos relevam a importância dessa conquista: o público presente na Ilha do Retiro, mais de 35 mil pessoas, o quê equivalia a 8% da população do Recife - hoje, considerando essa porcetagem, seria como se fosse 200 mil pessoas no Arruda; e as composições de Nélson Ferreira e Capiba especialmente feitas para celebrar o título. O campeonato de 57 foi do mais alto nível, com os três grandes investindo pesado. O Náutico trouxe os atacantes Benitez e Edmar, este vindo para substituir o artilheiro e ídolo alvirrubro Ivson. O Sport buscava o tricampeonato com quase o mesmo time do bi, sendo o jovem goleiro Manga a novidade. Já o Santa era recheado de craques como Aníbal, Lanzoninho, Marinho, Faustino, Edinho, Zequinha, que em 62 iria ser campeão mundial com o Brasil e, claro, Aldemar.

                                 Aldemar marca, de pênalti, o segundo gol do Santa, na decisão de 57.


Apelidado de "o príncipe" devido ao seu estilo elegante de jogar, pois roubava a bola com maestria, sem qualquer indício de violência, Aldemar foi o capitão supercampeão e, invariavelmente, o líder de um dos melhores times do tricolor. Não bastasse a segurança na hora de defender, ele ainda marcou um dos gols (de pênalti) na partida que tirou o Santa da fila, 3x2 contra o Sport, na Ilha. No supercampeonato, Aldemar atuou em 18 dos 21 jogos do Santa e anotou oito gols. Na época ficaram famosos os duelos que travava com Naninho, um gaúcho goleador do Sport, mas que geralmente tropeçava na bola quando enfrentava o craque do Santa - mais tarde esses duelos viriam a ser com o rei Pelé. Após se destacar no Santinha, se transferiu, junto com Zequinha, ao Palmeiras para fazer parte da famosa Academia de Ademir da Guia, o Divino. Pouco depois de deixar o Recife, foi convocado pelo técnico Vicente Feola para defender o "scratch"canarinho, mas acabou sendo preterido da disputa da Copa do Mundo de 62, vencida pelo Brasil. Enquanto atuou em Pernambuco, também fez parte da Seleção Pernambucana. Infelizmente, entrou em depressão após a não convocação para a Copa, no Chile, e morreu alguns anos depois. Um ídolo não tão badalado, talvez por ser zagueiro, mas que não perde a majestade, embora não tenha sido rei.

Aldemar está na fila do meio e é o terceiro da esquerda para a direita.Em primeiro plano, o técnico argentino Alfredo Gonzales. 


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

NUNES NA SELEÇÃO

A menos de três meses para o ínicio da Copa-78, na Argentina, Cláudio Coutinho, técnico do escrete canarinho, divulgou a lista dos convocados para os amistosos preparativos do Mundial. Entre os 21 nomes estava Nunes. O anúncio, feito na sede da CBD (hoje CBF), às 13 horas, no ínicio de março, gerou comoção nacional e o atacante tricolor foi considerado uma surpresa. A imprensa carioca pedia Roberto (Dinamite), apesar da má fase e de ter marcado apenas 7 gols no Brasileiro. Serginho (Chulapa) era a aposta dos jornalistas paulistas, mas o atacante dependia de um julgamento decorrente da indisciplina do jogador que, ao contrário do atacante do Vasco, passava por bom momento e viria a ser campeão Brasileiro pelo São Paulo. A unanimidade era Reinaldo do Atlético-MG.

Lista anunciada, a torcida e a mídia esportiva aguardavam pelos amistosos contra combinados, clubes e seleções européias. Reinaldo era o centroavante titular, enqüanto Nunes ia entrando no decorrer dos jogos e deixando os seus golzinhos. Até que, mais uma vez substituindo Reinaldo, Nunes marcou o único tento da vitória brasileira frente a Alemanha Ocidental, atual campeã do mundo, em Hamburgo. A partir daí, o Cabelo de Fogo assumiu a posição de Reinaldo que já vinha sendo perseguido pelas constantes contusões. Nunes também deixou sua marca em amistosos contra a Internazionale, de Milão, e o Atlético, de Madri. No dia 13/05/78, a 21 dias da estréia na Copa do Mundo,num amistoso da Seleção Brasileira contra a Seleção Pernambucana, Nunes atuaria pela última vez pelo Brasil (e como jogador do Santa) antes de ser cortado.


A justificativa era médica, porém os tricolores não engolem essa história até hoje. O médico Lídio toledo (o mesmo do caso Ronaldo na Copa-98) é o acusado pela torcida. Comenta-se que ele teria apertado o gesso no tornozelo de Nunes mais do que devia. O fato é que Roberto substituiu o Cabelo de Fogo, atendendo aos apelos da imprensa carioca, já revoltada com a não convocação de Paulo César (Caju) do Botafogo. Os números, no entanto, credenciavam o atacante tricolor, que marcou no Brasileiro de 77 (com fim em março de 78) o dobro de gols do atacante vascaíno, 14x7, fechando na terceira colocação da tábua de artilheiros, atrás apenas de Reinaldo e Serginho. Na Bola de Prata da Placar, o centroavante Nunes também ficou em terceiro, novamente perdendo somente para Reinaldo e Serginho, enqüanto que Roberto foi o décimo primeiro melhor centroavante do campeonato. No fim das contas, Reinaldo não agüentou a dor nos meniscos e Roberto não o substituiu à altura. Nunes, dito pela Revista Placar "nosso melhor centroavante, sem discussão", voltava a jogar pelo Santa no dia 10/06, contra o Fluminense, já pelo Brasileiro de 78, apenas dois depois do segundo do jogo do Brasil na Copa, um empate por 0x0 diante da Espanha. Além disso, depois da eliminação brasileira da Copa que culminou no primeiro título mundial da Seleção argentinha, Cláudio Coutinho disse que o Brasil foi o campeão moral, por sair invicto, e muitos tricolores se viraram contra a Seleção. Esse é só mais um episódio mal explicado envolvendo a seleção da CBF.

"Nunes é para o Santa o que Pelé foi para o Santos."


Rodolfo Aguiar, presidente do Santa Cruz no biênio 79/80.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ramon, o Artilheiro do Brasil

Penta (1973) - Gena, Gilberto, Paulo Ricardo, Erb, Antonino e Botinha; Valmir, Fernando Santana, Ramon, Luciano e Givanildo.



Natural de Sirinhaém, a 76 Km do Recife, e de origem humilde, Ramon da Silva Ramos decidiu deixar a família e equipe em que atuava - Usina Trapiche - para tentar a sorte na capital. Em 67 ele chega aos juvenis do Santa com a esperança de uma vida melhor. Dois anos depois, Ramon, então com 19, é relacionado para os últimos jogos do campeonato pernambucano, garantindo-se, assim, no grupo campeão de 69.

A trajetória de Ramon no Mais Querido começa pra valer em 1970, ano do bicampeonato. A base do time de 69, com Fernando Santana comandando o ataque, fora mantida, e Ramon foi ganhando espaço aos poucos, ora entrando no lugar de Santana, ora no de Uriel. Marcou seis gols no campeonato, sendo um deles na decisão, no Arruda, na vitória por 2x0 sobre o Náutico - Cuíca fez o outro. Ainda em 70, o Santa representou Pernambuco no "Robertão", competição que antecedeu o Brasileirão, mas fez uma campanha discreta, terminando na 12ª colocação, entre as 17 equipes.

No tricampeonato, em 71, Ramon já era considerado um dos ídolos do time. Dirigido por Duque, o Santa venceu os três turnos. Na "extra" do terceiro turno, na Ilha do Retiro, o Tricolor venceu seu arqui-inimigo por 1x0 com um gol de Cuíca aos 14 minutos do 2° tempo da prorrogação. A caminhada para o Penta seguia a passos largos e o ano de 72 é lembrado pela dupla alegria ao clube do Arruda. Primeiro, a conquista do Tetra, mais uma vez ganho com facilidade, com rodadas de antecipação num jogo contra o Central. O artilheiro do campeonato e do Santa Cruz foi Fernando Santana, com 15 gols, seguido por Ramon, com 13. Um mês depois da maior conquista do clube até então, era inaugurado o Colosso do Arruda, numa festa sem precedentes em um amistoso com o Flamengo.


Mas o grande ano do Santa Cruz e de Ramon viria a ser o de 1973. Os meninos de Gradim, formados por pratas-da-casa como Fernando Santana, Givanildo, Ramon, Zé Maria, Luciano e muitos outros, foram mantidos. O time montado por Gradim, estava, agora, sob tutela de Paulo Emílio e também já passara pelas mãos de Evaristo Macedo e Duque. Ramon foi decisivo na conquista do Penta, marcando os dois gols do título na partida extra contra o Sport, na Ilha. 36.459 pessoas compareceram ao estádio, público recorde da época, para ver o centroavante alegrar a massa coral aos 7 minutos do 1° tempo e 36 do 2°. "Pode me botar pra fora do emprego. Não me importo. O Santa é Penta e é isso que vale", dizia um torcedor vagando pelo Arruda, às 10h da manhã do dia seguinte. Ramon marcou 21 gols no estadual, atrás apenas na artilharia para, o não menos importante no título, Luciano, que fez 25 gols. Ao todo, de 70 a 73, Ramon participou de 84 jogos em pernambucanos e deixou sua marca 46 vezes. Porém, o reconhecimento nacional viria acontecer durante o Brasileirão, disputado no segundo semestre. Ele se tornou o primeiro jogador de um clube nordestino a terminar o Campeonato Brasileiro como artilheiro. "Palmeiras é o bicampeão brasileiro e Ramon é o artilheiro", anunciavam as rádios recifenses. Dessa forma, veio a confirmação da artilharia, pois seus principais concorrrentes - Leivinha, do Palmeiras, e Mirandinha, do São Paulo - disputaram a fase final do campeonato. Foguetórios em alguns subúrbios ecoaram pela capital pernambucana. Foram 21 gols - marca inédita -, do total de 39 que o Santa fez no nacional. A campanha do clube em si não chegou a chamar à atenção - 16° entre os 40 clubes -, pois a defesa falhava demais, mas Ramon, considerado uma das maiores revelações, ficou cotado para a disputa da Copa-74, na Alemanha. A expectativa aumentou quando ele foi relacionado entre os 40 convocados por Zagallo, fazendo parte de uma espécie "lista de espera". Infelizmente, no início de 74, numa partida diante do Santo Amaro, o centroavante Tricolor forçou o músculo e sentiu-se mal, sendo substituído e amargando um longo tempo afastado.




Ao fim de 73, além da faixa de pentacampeão no peito e da artilharia do Brasileirão garantida, Ramon ainda terminou na segunda colocação na bola de prata, com média de 7.3, atrás apenas de Mirandinha, do São Paulo, que teve média de 7.4. Pouco tempo depois começava o Brasileirão-74, antes do estadual, e com o pensamento na conquista do hexa, o Santa fez péssima campanha no Nacional - 35° entre os 40 clubes. No Pernambucano, a disputa seguia acirrada, mas um vacilo na reta final do segundo turno contra o Ferroviário, permitiu que o Náutico fosse para a final com o Santa. Nela, os alvirrubros, ávidos para impedir o hexa coral, levaram a melhor.


O ano de 75 marcou o fim da passagem do atacante pelo Mais Querido. E foi um fechamento com a chamada "chave-de-ouro". Afinal, o Santa fez sua melhor campanha em Brasileirões, terminando na quarta colocação. Ramon balançou as redes 8 vezes, mas dois desses gols foram especiais. Maracanã lotado, Flamengo x Santa Cruz, um deles iria para a semifinal. A imprensa "nacional" simplesmente desconsiderava a chance de vitória do Santa e a conseqüente classificação entre os quatro melhores do Brasil. Eis que, Ramon apronta duas vezes, Wolney uma, Zico desconta, e o Santa estabele o placar de 3x1, calando o Maracanã e o Brasil.




Após mais uma destacada temporada, não foi possível segurar o terceiro maior artilheiro do clube com 148 gols. Ramon foi vendido, numa negociação milionária, ao Internacional, onde não se encaixou bem. Voltou a Pernambuco, para o Sport, não teve grande destaque, e foi negociado com o Vasco. Ao lado de Roberto Dinamite fez sucesso e, após deixar o clube carioca, rodou um pouco - inclusive pelo Santa, em 83 -, vindo encerrar a carreira em 85, no Brasília.




"Ramon, o artilheiro da jornada vitoriosa, esteve na sua grande noite. Nos 'piques' estava imbatível."


Legenda de umas das fotos do Diario de Pernambuco, na edição subseguinte à conquista do Penta, no 17 de agosto de 73.